quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Futuro do mercado imobiliário: esse é o momento para investir em imóveis

Desde fevereiro de 2020, quando o primeiro caso de COVID-19 (doença causada pelo novo coronavírus) foi confirmado no estado de São Paulo, medidas protetivas foram tomadas por governos municipais e estaduais como forma de evitar a proliferação da doença.

Nesse sentido, o mercado foi impactado como um todo, uma vez que a economia de diferentes setores ficou paralisada devido ao distanciamento social. Apesar de todo esse contexto, o futuro do mercado imobiliário é propício para os investidores, fato que o faz se destacar em um período desafiador.

Pensando nisso, elaboramos este conteúdo para que você entenda quais são as vantagens de se investir em imóveis nesse período, além de apresentar como profissionais qualificados conseguirão auxiliá-lo nesse sentido. Continue a leitura e saiba mais!

Quais as vantagens do investimento no mercado imobiliário? Inicialmente, vamos destacar quais são as vantagens de investir no mercado imobiliário durante a quarentena. Confira as principais!

Investimento seguro

Com a economia de todo o globo sendo impactada pelo novo coronavírus, existe a necessidade de buscar por um investimento que seja mais sólido e que traga segurança para quem aplica o seu dinheiro. Nesse sentido, diferente de outros tipos encontrados no mercado, o mercado imobiliário se destaca como uma das aplicações que menos oferecem riscos, o que garante a certeza de que terá um bom retorno a longo prazo.

Entre os motivos que contribuem para essa questão, destaca-se o fato de que o patrimônio conta com a solidez necessária para o mercado, além de ter grandes possibilidades de valorização (o que é difícil encontrar em outros contextos devido ao cenário de instabilidade econômica).

Oportunidade de diversificar investimentos

As vantagens de diversificar investimentos são muitas. Entre elas, destaca-se maior proteção ao seu patrimônio, contribui para aumentar os lucros de forma sustentável, além de ter a oportunidade de conhecer outros mercados para que os seus ganhos sejam percebidos com menores riscos.

Por essa razão, investir no mercado imobiliário é uma importante alternativa para que seu portfólio de aplicações seja amplo, contribuindo para que haja mais segurança no que se refere às oscilações da economia e também da política.

Alto valor de ativo tangível

Ativo tangível trata-se de um ativo que não é monetário, uma vez que é identificado sem substância física. Nesse caso, o mercado imobiliário também apresenta solidez, uma vez que o terreno, casa ou apartamento sempre terá valor, diferente de outros investimentos que oferecem pouco ou nenhum valor.

Oferece benefícios fiscais

Por fim, você poderá contar com benefícios fiscais, com deduções sobre:

  • juros de hipotecas;
  • impostos sobre a propriedade;
  • seguro;
  • fluxos de caixa de propriedades de investimentos;
  • entre outros.

Qual o futuro do mercado imobiliário?

Conforme percebido, a pandemia transformou mercados e acelerou o desenvolvimento de determinados tipos de economia. Hoje, percebe-se, por exemplo, um volume alto de compras no âmbito digital, uma vez que o distanciamento social ainda é a prática mais indicada para conter o avanço do problema. Em relação ao mercado imobiliário, algumas tendências podem ser observadas em decorrência do contexto de pandemia, o que vai trazer ganhos significativos para o mercado.

Entre os pontos que já eram utilizados antes desse cenário mas que se tornaram muito mais presentes, destaca-se o home office. Devido a essa alternativa oferecida pelas organizações, na qual muitas considerarão após a retomada da economia, diferentes regiões serão valorizadas, independentemente de estarem próximas ou não a locais em que estão situadas grandes grupos empresariais.

Espaços para coworking em condomínios residenciais poderão ser vistos com mais frequência. Afinal, nem todo mundo se adapta na sua própria casa para que possa realizar as demandas do dia a dia, o que o leva a procurar por espaços que reproduzem o cenário de um escritório.

Outros pontos que merecem atenção em relação ao mercado imobiliário, são:

  • empreendimentos mais sustentáveis, uma vez que a pandemia trouxe uma realidade de crise financeira que levasse as pessoas a buscarem por economia de seus recursos;
  • investimento em áreas verdes;
  • possibilidade de oferecer alternativas virtuais para os clientes.

Em relação ao último ponto, as empresas se viram obrigadas a adotarem um atendimento remoto, uma vez que não poderiam colocar em risco seus clientes e também seus profissionais. Nesse sentido, destaca-se as visitas virtuais e também o fechamento de contratos de forma totalmente online, o que modifica o modo como as imobiliárias vêm trabalhando até então.

Por que contar com profissionais capacitados?

Para um investimento preciso no mercado imobiliário, o ideal é contar com profissionais qualificados que possam atender às suas necessidades com qualidade, além de tirar todas as dúvidas burocráticas relativas às negociações. A compra e venda de um imóvel envolve processos, pagamento de taxas, entendimentos sobre cartórios e cláusulas do contrato que merecem uma atenção especial que garanta os direitos e deveres de ambas as partes.

Sendo assim, quem não conhece o mercado de forma detalhada poderá ter dificuldades durante as etapas, o que reforça a necessidade de contar com profissionais qualificados para auxiliar nesse processo. Além disso, essas pessoas poderão auxiliar com conhecimentos de mercado que permitirão uma melhor análise de quais produtos são mais indicados para o atual momento e quais são as regiões com maior potencial de valorização.

Destaca-se, ainda, a elaboração de um contrato que aborde todas as questões necessárias para que não haja imprevistos durante o processo, além de permitir uma vistoria qualificada no caso de imóveis usados (garantindo que o preço de venda esteja de acordo com a realidade de mercado).

Também conta como diferencial o fato de que as empresas intermediarão as negociações, o que trará mais comodidade em todas as etapas da compra e a possibilidade de ambas as partes ficarem satisfeitas ao final do processo.

Neste conteúdo, você pode entender um pouco mais sobre o nosso atual contexto, conhecer as vantagens de investir em imóveis, além de conferir o que é projetado para o futuro do mercado imobiliário. O ideal é contar com um bom planejamento, encontrar profissionais que oferecerão suporte durante as suas negociações, além de trazer um conhecimento amplo sobre as alternativas mais viáveis que trarão um bom retorno.

Conforme percebemos, os ganhos de se investir em imóveis são muitos. Deseja encontrar o ideal para você nesse momento? Acesse o nosso portal e confira as opções!

Fonte: Moving Blog

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Mercado imobiliário impulsiona a retomada econômica do País

Foto: Michael Gaida/Pixabay 

Em meio à pandemia do novo coronavírus, o mercado imobiliário é um dos setores que está capitaneando a retomada econômica do Brasil. Dados do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) apontam que, no mês de julho, o volume de financiamento imobiliário atingiu R$ 9,27 bilhões. O aumento foi de de 30%, se comparado ao mês de maio e de 53% em relação ao mesmo período do ano passado.

Conforme dados divulgados pela Associação das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), julho foi o melhor mês de compra e venda de imóveis, desde janeiro de 2015. Estes números demonstram que os brasileiros estão investindo em imóveis mesmo durante a pandemia, por se tratar de um investimento seguro e com os menores juros da história.

De acordo com o presidente do Grupo A.Yoshii, Leonardo Yoshii, a taxa Selic a 2% tem ajudado o mercado imobiliário e os consumidores. “A queda das taxas é boa até para quem não precisa de financiamento imobiliário. As linhas de crédito estão facilitadas e o nosso setor está com mais força diante da pandemia. Estamos conseguindo puxar a retomada e ser um termômetro positivo para a recuperação do Brasil”, explica.

Incentivados pela retomada econômica do País e pelo aumento da procura de imóveis, a A.Yoshii acaba de lançar empreendimentos de alto padrão em Curitiba e em Londrina, no Paraná. Na capital paranaense, o Talent foi lançado com 60% das unidades vendidas no pré-lançamento. “A segurança em todo o processo de venda totalmente online e estudos de comportamento do consumidor fazem com que os clientes se sintam valorizados e confiantes na hora de investir”, observa o presidente da A.Yoshii.

Já em Londrina, no mês de maio foi lançado o Glória Residence com 55% das unidades vendidas. Em agosto, a construtora lançou de uma só vez dois empreendimentos: o Epic e o Lumini, que chegaram para o público que busca espaços amplos e área de lazer completa.

Segundo Leonardo Yoshii, o Epic já tem 40% das unidades vendidas e o Lumini, 35%. “A inovação no processo de vendas, aliada ao fato de as pessoas estarem buscando um investimento seguro no momento, resultou em uma grande procura nas pré-vendas. Há um otimismo sobre o mercado imobiliário e as vendas confirmam isso”, celebra.

Espaços amplos e versáteis

As características dos imóveis também têm tido um grande impacto na decisão de compra. O estudo “A Influência do Coronavírus no Mercado Imobiliário”, realizada pelo Grupo Zap, revela que, com a pandemia do novo coronavírus, as pessoas estão priorizando imóveis localizados em uma vizinhança com mais comércios e serviços, ambientes mais divididos e imóvel com varanda e com vista desimpedida, respectivamente.

“Precisamos estar atentos às mudanças de comportamento dos consumidores para criarmos espaços versáteis, que sejam eficazes e eficientes. Esses quatro projetos foram pensados para este novo estilo de vida das pessoas que buscam mais a convivência em seu lar, com conforto e segurança. Além disso, todos os condomínios se encontram em uma região valorizada, com serviços e fácil acesso aos principais pontos das cidades”, destaca Leonardo.

De acordo com ele, a demanda por imóveis com essas características levou a construtora a lançar dois empreendimentos de uma só vez – o que revela que o Grupo segue na contramão da crise, já que os números da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) apresentados no mês de maio apontam que, por conta da pandemia do novo coronavírus, 79% das construtoras pretendiam adiar lançamentos imobiliários.


Por: Pedro Ribeiro |  Fonte: Paraná Portal

terça-feira, 8 de setembro de 2020

As estratégias para investir no mercado imobiliário no pós-covid

Pesquisa mostra que compactos perdem força e fuga dos centros não vingou

Mudança de cenário em favor dos imóveis passa pelos juros mais baixos. De um lado, eles reaquecem o mercado imobiliário, ao baratear os financiamentos. De outro, para os proprietários, ganhar 0,5% ao mês sobre o valor investido deixou de ser tão ruim quando a taxa Selic está em apenas 2% ao ano. Levantamento feito pela RB Capital com 37 incorporadoras apontou que projetos passaram a contemplar espaço para o home office no apartamento ou em áreas comuns. Mas 81% delas ainda apostam em localizações centrais, mais próximas dos eixos corporativos. Outra conclusão é que os apartamentos compactos, que têm sido a aposta de muitos investidores, devem perder atratividade. Com o confinamento imposto pela pandemia, muitos moradores deixam de tolerar lugares tão pequenos.

Em um ano marcado por transformações tão radicais, e que ainda estão sendo digeridas, o ‘novo normal’ dos investimentos deve contar com a volta de um velho conhecido, que andava meio sumido: o imóvel.

A compra de imóveis físicos para alugar estava fora do radar do investidor por várias razões. O mercado imobiliário entrou em uma longa ressaca em 2015, interrompendo a trajetória de valorização dos anos anteriores. Outros ativos ofereciam taxas de retorno bem mais interessante que a dos imóveis – em que o preço da locação costuma oscilar entre 0,3% e 0,6% do valor do bem.

Mas o jogo virou, e essa mudança de cenário em favor dos imóveis passa principalmente pelo novo ambiente de juros mais baixos. De um lado, eles reaquecem o mercado imobiliário, ao possibilitarem a contratação de financiamentos mais baratos pelos mutuários. De outro, para os proprietários, ganhar 0,5% ao mês sobre o valor investido deixou de ser tão ruim, na medida em que a taxa Selic, à qual se atrelam as aplicações de renda fixa mais conservadoras, foi murchando até chegar aos atuais 2% ao ano.

Para o investidor voltar a ter imóveis físicos na carteira, vale a pena analisar os ventos atuais do mercado antes de apostar nos consensos de antigamente. A pandemia trouxe novos comportamentos e definiu tendências que têm reflexo nos tipos de imóveis que são mais procurados.

A RB Capital Asset, uma gestora de fundos imobiliários, elaborou um levantamento com 37 incorporadoras da cidade de São Paulo para sentir o clima desse mercado que começa a vislumbrar o pós-covid-19. A ideia da gestora era apurar se a pandemia trouxe mudanças de estratégia, adiou projetos e quais eram as perspectivas para a retomada do setor.

As conclusões reunidas a partir das respostas dessas incorporadoras – que atuam principalmente no segmento residencial e juntas respondem por cerca de 40% do valor geral de vendas da capital paulista – fornecem alguns insights interessantes para o investidor.

A pandemia e a ascensão do home office

As medidas de isolamento social impostas pela pandemia trancafiaram a população em casa e impactaram muitos setores. Mas, por incrível que pareça, o cenário do setor imobiliário não é de terra arrasada.

Das incorporadoras ouvidas no levantamento, 64% afirmaram que as vendas não foram afetadas de maneira expressiva. Isso porque, mesmo com os estandes fechados, as vendas on-line funcionaram de forma satisfatória. O impacto mais visível foi no cronograma dos lançamentos, postergado por 78% das empresas – mas apenas entre 3 e 6 meses.

Por outro lado, a adesão maciça à prática do home office não passou despercebida pelas incorporadoras. Cientes de que esse comportamento circunstancial pode se tornar uma tendência consolidada, boa parte delas fez mudanças na concepção dos projetos para contemplar essa nova dinâmica de trabalho: 48% incluíram espaços para home office dentro dos apartamentos.

“As pessoas perceberam que podem trabalhar de casa de forma mais intensa e passaram a querer organizar um espaço adequado para isso”, diz Marcio Rocha, sócio gestor responsável pela estratégia na RB Capital.

Quando não é viável encaixar essa nova necessidade na planta, a saída pode ser criar espaços de trabalho compartilhado em áreas comuns dos empreendimentos, solução adotada por 27% das incorporadoras que participaram do levantamento.

“Temos um empreendimento em que o salão de jogos deu lugar a um espaço de coworking, para que os moradores possam trabalhar sem sair do condomínio”, conta Rocha.

Um basta aos ‘apertamentos’

Uma aposta que vem sendo feita com força pelo mercado imobiliário, e isso desde muito antes da pandemia, é nos apartamentos subcompactos, com metragens que às vezes mal passam de 20 m². Para as incorporadoras, eles são uma forma de tornar o tíquete do imóvel mais acessível, sem a redução do valor do metro quadrado.

Um fator que deu ainda mais impulso à oferta desses produtos foi a mudança no Plano Diretor da capital. A alteração permitiu que as construtoras ultrapassassem os limites do potencial construtivo em até 20%, desde que esse excedente fosse em unidades compactas, próximas a eixos de transporte público. Com isso, a oferta desses verdadeiros “apertamentos” se multiplicou, especialmente nas cobiçadas regiões centrais – atraindo o interesse de uma quantidade enorme de investidores.

Mas parece que o poder de sedução dos microapês está diminuindo. Em uma de suas conclusões mais surpreendentes, o levantamento da RB com as 37 incorporadoras apurou que 37,84% delas acham que os imóveis compactos vão perder atratividade.

Rocha explica que os compactos se aproveitaram de um anseio geral de reduzir o tempo gasto no trânsito e foram muito bem até o início da pandemia. Com a quarentena, porém, os moradores passaram a ficar em casa por longos períodos, e o confinamento mudou a percepção que eles tinham desses espaços tão diminutos.

“Com uma boa solução de arquitetura, até dá para viver com menos espaço. Mas, depois de tanto tempo em casa, outros aspectos ficaram mais latentes, e esses moradores perceberam que um imóvel pequeno demais não atende às expectativas”, diz o sócio da RB.

Não se cogita que os compactos sairão de cena da noite para o dia. Eles ainda fazem sentido para alguns perfis de morador e não devem ser completamente abandonados. Mas a oferta desses produtos foi superdimensionada, e os especialistas acreditam que haverá um momento de correção.

“O estoque de compactos na cidade começa a preocupar. Não sei se haverá público para todos. A pandemia fez as pessoas repensarem a questão do espaço e talvez a fatia dos compactos passe a ser bem menor que o imaginado”, avisa Cagali.

Ele destaca que o sucesso comercial de um apartamento compacto tem ligação crucial com a localização. Unidades próximas a faculdades, por exemplo, sempre terão demanda garantida, principalmente de estudantes vindos de outras cidades ou Estados.

O acesso fácil ao metrô é outro ímã de inquilinos, que aceitam o trade-off das dimensões acanhadas em nome do tempo que passam a economizar nos deslocamentos.

“O cara que morava no Jaçanã e se muda para um compacto no Tucuruvi, perto do metrô, ganha duas horas por dia. Ele abre mão do espaço por esse benefício. Financia R$ 200 mil, tem piscina e churrasqueira e pensa que, mesmo morando em 25 m², está ganhando qualidade de vida”, diz Cagali. “Mas é algo transitório: depois de dois ou três anos ele migra para um lugar maior.”

Os compactos do momento… não são tão compactos assim

Se os apartamentos com menos de 40 m² podem se tornar os novos micos do mercado, as configurações que o diretor financeiro da Mitre Realty considera como as mais vantajosas para o investidor não deixam de merecer a alcunha de “compactas”. São os compactos de dois dormitórios, com áreas úteis entre 60 m² e 66 m², e de três dormitórios, entre 75 m² e 100 m².

“Eles têm um tíquete bom e uma faixa populacional demandante muito grande: famílias que casam, que se separam, que fazem um upgrade vindas de apartamentos menores”, afirma.

Enquanto as tipologias de três dormitórios mais espaçosas, a partir de 120 m², não cabem em qualquer bolso, as compactas têm liquidez maior. “Um três-quartos de 90 m² se encaixa em uma família com uma renda um pouco mais justa. O investidor consegue alugar mais facilmente”, diz Cagali.

Também há boa procura por plantas de dois dormitórios mais amplas, com cerca de 80 m². Mas o mercado imobiliário tem poucos produtos novos com esse perfil. “O mais comum é oferecer um empreendimento com três dormitórios e 90 m² e dar ao comprador a possibilidade de eliminar um dos quartos e ampliar a sala”, conta.

É mais fácil encontrar essas metragens mais generosas em apartamentos antigos. Mas eles não são vistos como as melhores opções para o investidor. Enquanto os empreendimentos novos têm como diferencial áreas comuns mais recheadas de opções de lazer, os “velhinhos” costumam ter custo de manutenção bem maior. “E um imóvel vago com condomínio caro é um tiro no pé do investidor”, resume o diretor da Mitre.

Por: Thiago Lasco | Fonte: Estadão

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Setor imobiliário mostra resiliência em plena pandemia e atrai investidores


A pandemia mudou o hábito de morar, as preferências dos consumidores foram alteradas e seus ideais de comodidade foram modificados. Segundo o Secovi, as pessoas procuram por imóveis acima de 120 m², com varanda gourmet, com outros itens de lazer e aumentou a busca por casas, no lugar de apartamentos. 

O mercado imobiliário se reinventou no momento da pandemia e uma das estratégias adotadas foi a venda de apartamentos com a possibilidade de visitação do imóvel de forma online, para assim respeitar as orientações de isolamento social da OMS. Muitas construtoras de São José dos Campos têm adotado esse método para manterem os níveis de receita pré-covid. 

Pelo lado econômico, se antes da covid – 19 o mercado imobiliário estava em ascensão, agora volta a dar sinais de aquecimento, tanto para móveis de alto padrão quanto para projetos populares, como o recente anunciado pelo governo Casa Verde e Amarela. 

Essas mudanças aceleram o processo da compra de imóveis e as construtoras se destacam no mercado de ações. Quem explica este processo é o assessor de investimentos e economista da Plátano Investimentos – XP Investimentos de São José dos Campos, Gustavo Neves. 

“O investidor estrangeiro ingressou no mercado brasileiro trazendo quase 17 bilhões de reais em julho. As aplicações do capital estrangeiro no mercado de ações podem ser via Follow-On, que é emissão subsequente de ações, ou pelo chamado IPO, que é a oferta inicial de ações. Entre as diversas empresas escolhidas para o aporte de capital entrante na Bolsa de Valores, destacaram-se no primeiro semestre as empresas do setor de construções, entre elas: Mitre, Moura Dubeux e JHSF Participações, que juntas arrecadaram cerca de 2,5 bilhões de reais, quantia essa usada para aumento de capital e diversos investimentos das companhias”, disse Neves. 

Mesmo após os impactos trazidos pela pandemia, os fundamentos centrais do mercado imobiliário foram pouco alterados, uma vez que a taxa de juros e o índice de inflação no setor permanecem em níveis controlados. O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado como referência para correção de valores de contratos, como os de aluguéis, ficou em 2,23% no mês de julho, segundo os dados da Fundação Getúlio Vargas. 

“Muitas empresas do setor imobiliário que já possuem ações negociadas na Bolsa de Valores tiveram resultados acima das expectativas antes da pandemia, conforme foram apresentados os balanços do segundo trimestre, transformando as projeções futuras em ótimos materiais para teses de investimentos de longo prazo”, explicou o economista da Plátano.

Fundos Imobiliários  

Um dos ativos de investimentos mais requisitados no momento são os Fundos Imobiliários. Trata-se de uma forma de investimento onde gestores experientes e credenciados pela CVM – Comissão de Valores Mobiliários, fazem captação de recursos no mercado para investir em imóveis, como galpões logísticos, prédios comerciais, shoppings centers e hospitais, dentre outros ativos imobiliários. 

Os cotistas desses fundos imobiliários receberão dividendos, isentos de Imposto de Renda, de maneira proporcional as suas quantidades de cotas adquiridas. 

Por conta das inúmeras vantagens de ser cotista de um fundo imobiliário, entre elas, a capacidade de negociação diária, semelhante a compra e venda de ações, e isenção tributária para dividendos, muitos estão vendendo seus imóveis físicos e migrando para essa modalidade de investimento. 

Entre os segmentos de Fundos Imobiliários existentes, os de títulos, têm obtido bons retornos desde 2019, uma vez que sua rentabilidade quando comparada a taxa Selic é significativamente maior. 

“O investidor, por meio da assessoria de investimentos, tem acesso a relatórios dos Fundos Imobiliários e também de considerações de especialistas das casas de análises independentes. Com isso é possível obter informações que o auxiliam na tomada de decisão de onde aplicar melhor o dinheiro e de saber também, por exemplo, a relação entre risco e retorno do ativo, tempo de experiência do gestor responsável pelo Fundo Imobiliário, características do inquilino, entre outras informações do imóvel” detalhou Gustavo Neves. 

As perspectivas no mercado acionário para este setor são positivas. A próxima empresa do setor de construções a abrir capital na Bolsa Brasileira (B3) é a Lavvi, da qual a Cyrela é uma acionista, sinalizando que o setor ainda promete muito, principalmente agora, que o mercado de crédito brasileiro está aquecido. A Bolsa de Nova York (Nyse) possui mais de 2700 empresas de imóveis listadas, enquanto a B3 tem cerca de 300, isso demonstra que o nosso mercado ainda tem muito para crescer, e é uma ótima opção para investidores de longo prazo. 

Por: Plátano Investimentos | Fonte: Vale News

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Panorama do mercado imobiliário no pós-pandemia é marcado por novas tendências e oportunidades

Apesar da crise, setor se fortalece pelas oportunidades que traz para quem quer investir

Foto: Freepik

A pandemia do novo coronavírus gerou uma crise econômica sem precedentes na maioria dos setores. Porém, durante o período, o setor imobiliário foi um dos menos impactados e, em junho, voltou a contratar, sendo responsável por gerar e manter milhões de empregos. Dessa forma, o ramo imobiliário tem fundamental importância para o crescimento do Brasil, em especial nesse momento de crise. Fatores como linhas favoráveis de crédito, bons preços e taxas baixas de juros são vistos como os principais impulsionadores da retomada econômica.

Mesmo com o registro de baixa nos primeiros meses da pandemia, a procura por ofertas do setor imobiliário registrou alta no segundo trimestre do ano. Em Santa Catarina, o interesse pela compra de imóveis no estado aumentou 17% no segundo trimestre de 2020 em comparação com o mesmo período de 2019, segundo dados do site OLX. Casas e apartamentos para alugar também registraram crescimento de 15% nas buscas feitas pela plataforma.

Novas tendência do mercado imobiliário

As medidas de isolamento social fizeram com que as pessoas ficassem mais tempo em casa e passassem a valorizar algumas características nos imóveis diversas daquelas que eram valorizadas antes da pandemia, como o tamanho maior das residências e a existência de espaço aberto ou área de varanda, por exemplo. Outra coisa que pode mudar o mercado imobiliário é a tendência do aumento de trabalho em regime home office, que faz com que as pessoas não sintam mais a necessidade de morar perto dos locais de trabalho e possam comprar imóveis mais afastados dos centros urbanos.

Essas tendências são confirmadas pela terceira versão da pesquisa “A influência do Coronavírus no mercado imobiliário brasileiro", divulgada pelo Grupo ZAP. Os dados mostraram que a procura por imóvel voltou a ganhar velocidade e que atributos como vista livre, varanda e ambientes bem divididos passaram a ser mais valorizados pelo consumidor depois da quarentena. Para 38% dos entrevistados, ter um imóvel que seja uma casa é considerado muito importante. Além disso, para 51% deles também é muito importante ter um imóvel maior.

A crise pode ser uma oportunidade para fazer um bom negócio

Para um bom investidor a crise pode ser vista como uma oportunidade, principalmente para aqueles que têm dinheiro para aplicar. No mercado imobiliário atual é possível encontrar negócios por preços mais baixos do que a média. Além disso, com a aquisição de um imóvel é possível gerar renda com o aluguel para terceiros, o que torna a opção ainda mais atrativa nesta época.

O fato de a taxa Selic alcançar um dos níveis mais baixos da história - caindo de 2,25% para 2% ao ano - mostra também que esse é um bom momento para investir em imóveis, já que o dinheiro parado na poupança rende pouco e os investimentos em títulos públicos e renda fixa também perderam valor. Os números confirmam essa tendência. Somente no primeiro semestre do ano, os financiamentos de imóveis feitos com recursos da poupança cresceram quase 30%. Com a queda nos juros, houve aumento em mais de 20% dos financiamentos imobiliários feitos pela Caixa Econômica Federal.

Outra coisa que é importante considerar neste momento é a segurança dos investimentos. Com empresas falindo e perdendo força fica mais arriscado investir na bolsa de valores e a compra de um imóvel pode ser a melhor forma de preservar o dinheiro e garantir a rentabilidade.

Importância de saber onde e com quem comprar

As novas expectativas dos consumidores deixam claro que a localização dos imóveis continua sendo um dos atributos mais importantes na hora da compra. Em Santa Catarina, por exemplo, a região Norte do estado está ganhando cada vez mais visibilidade do mercado imobiliário por apresentar bons índices de crescimento demográfico e econômico. O município de Araquari, localizado a menos de 30 quilômetros de Joinville, é exemplo isso. A cidade ficou no topo da lista das que mais cresceram em 2019 em número de habitantes, com aumento de 3,9%, segundo a pesquisa de estimativa populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Além da localização, há outros fatores que podem contribuir para que a escolha de um imóvel seja um bom investimento ou não, como, por exemplo, o preço, as condições de pagamento e se o objetivo da compra se adapta bem às características do imóvel. Por isso, é fundamental consultar corretores de imóveis profissionais, que conheçam a região pretendida para a aquisição do imóvel e que serão capazes de assegurar que o processo de compra será realizado com segurança jurídica, garantindo assim que a escolha seja boa em curto, médio e longo prazo.

Por: Irineu Imóveis | Fonte: G1

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Os desafios do mercado imobiliário no pós pandemia


Há alguns dias, tive a oportunidade de participar de um zoom meeting organizado pela USC, UCLA e Asia Society Southern California, sobre a o futuro do mercado imobiliário na China e nos Estados Unidos no pós Covid-19. Os especialistas falaram sobre a reabertura da economia e sobre as novas tendências do mercado imobiliário, especificamente sobre os projetos de coabitação e distanciamento social. O evento foi inspirador e trouxe insights valiosos que me fizeram escrever sobre esse tema.

A questão que não sai da minha cabeça é: as pessoas ainda vão querer viver nas grandes cidades, perto do local de trabalho, ou vão preferir viver nos subúrbios mais afastados? Com a Covid-19, a lógica nos diz que as pessoas vão preferir se afastar e viver no interior, mesmo que tenham que fazer longas viagens para poder trabalhar. Certo? Talvez.

Outros acreditam que as pessoas têm a necessidade de se relacionar umas com as outras, e que elas têm memória curta, ou seja, logo vão esquecer do distanciamento social e voltar a vida normal antes da Covid-19. De um jeito ou de outro, até porque fica muito difícil de se fazer qualquer tipo previsão, é possível afirmar que a inovação em projetos de coabitação talvez seja o caminho natural no processo de adaptação ao “novo normal”.

Inovação em projetos de coabitação? Certo, mas por onde começar?

Algumas cidades da Califórnia estão transformando escritórios em residências, apostando que muitas pessoas, daqui para frente, vão trabalhar em casa. Outra tendência que poderá ser vista são as inovações em projetos arquitetônicos residências que priorizam os espaços privados, como os dormitórios, em detrimento das áreas comuns dos apartamentos. Pensar a concepção do projeto de forma diferente talvez seja a inovação.

Não tenho a pretensão de achar a solução para o problema, mas sim de promover o debate e sugerir novas pesquisas. Por exemplo: Qual o plano diretor ideal para os projetos de coabitação e distanciamento social? Como devem ser os projetos do futuro? Como aumentar a oferta de casas nas grandes cidades mantendo o distanciamento social? Quais serão as soluções inovadoras do mercado?

Por: Rafael Pozas* | Fonte: Jornal do Comércio
*Professor e empresário no mercado americano da construção civil

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Financiamentos imobiliários têm maior alta semestral em 10 anos. É hora de comprar a casa própria?

Redução nos juros, mudança de comportamento com a pandemia e digitalização impulsionaram os financiamentos; veja se é hora de comprar um imóvel


Apesar da chegada da pandemia, 133.786 imóveis foram financiados por pessoas físicas no primeiro semestre de 2020, um aumento de 35,2% na comparação com os seis primeiros meses do ano passado. A alta é a maior para o período dos últimos dez anos.

Os dados são da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) e consideram os financiamentos contratados por meio do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que utiliza recursos da poupança e representou 62% dos financiamentos de janeiro a junho de 2020.

De acordo com dados do Banco Central, publicados nesta semana, o volume total transacionado nos financiamentos imobiliários cresceu 20,5% no primeiro semestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado, somando R$ 50,8 bilhões no período.

Os dados do BC representam o valor total financiado por pessoas físicas no ano em todas as linhas de crédito, tanto aquelas que usam recursos do SBPE, FGTS e fazem parte do programa Minha Casa Minha Vida, quanto aquelas incluídas no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), voltadas a financiamentos de imóveis mais caros.

Selic baixa

Entre os motivos para o aumento significativo dos financiamentos, o principal, segundo especialistas, é a redução da taxa básica de juros da economia, a Selic, que está em 2,25% ao ano, menor patamar da série histórica – e deve cair ainda mais a partir da semana que vem, segundo expectativas do mercado.

Na prática, a queda da Selic está diretamente relacionada aos custos dos empréstimos imobiliários porque as instituições financeiras, responsáveis por ofertar esse tipo de financiamento, costumam repassar parte dos cortes da taxa básica de juros às taxas cobradas nos contratos – o que torna as prestações mais suaves e pode viabilizar a negociação para mais pessoas.

Eduardo Zylberstajn, head de pesquisa e inovação da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), explica que justamente pelo baixo patamar dos juros, essa crise é diferente da que enfrentamos em 2015, quando os efeitos no mercado imobiliário foram mais severos.

“Há cinco anos tínhamos juros muito altos, desemprego, falta de confiança. Tudo conspirava contra. Agora, por mais que ainda tenhamos desemprego e um certo receio em relação ao curto prazo, os fatores estruturais do mercado, principalmente pelo lado da demanda seguem firmes. No Brasil, o juro baixo é determinante para impulsionar a demanda no mercado imobiliário”, diz Zylberstajn.

Para ter uma base de comparação, no primeiro semestre de 2015 os financiamentos imobiliários caíram 17,5%, na comparação com o mesmo período de 2014, segundo a Abecip.

A taxa média do financiamento imobiliário caiu de 11,8% para 7,5% ao ano de junho de 2015 até junho deste ano, segundo dados do Banco Central. “Uma redução dessa magnitude em um financiamento de 30 anos possibilita o acesso de muitas famílias que não tinham condições anteriormente. Qualquer ponto percentual já faz diferença na prestação”, explica Cristiane Portella, presidente da Abecip.

Uma simulação da fintech digital de crédito CrediHome mostra que no fim de 2015, com a Selic em 14,25% ao ano e uma taxa média de 11% ao ano no financiamento imobiliário, um empréstimo no valor de R$ 200 mil com prazo de 30 anos, tinha parcela inicial de cerca de R$ 2.600. Hoje, esse mesmo financiamento, mas com a Selic em 2,25% ao ano e 7,5% ao ano de juros, tem parcela de cerca de R$ 1.550, ou 40% menor.

E a economia vale também para quem já está com o financiamento aberto. Reportagem anteriormente publicada pelo InfoMoney mostra que ao migrar um financiamento de um banco para outro, por meio da chamada portabilidade de crédito, é possível trocar uma taxa alta por outra mais baixa, condizente com o atual patamar da Selic, e obter economias de R$ 200 mil ou mais.

Boa oportunidade

Zylberstajn avalia que os preços de vendas dos imóveis estão em recuperação. O Índice FipeZap, um dos principais termômetros sobre os preços dos imóveis comercializados no país, mostra que o valor médio do metro quadrado no Brasil registrou alta nominal (sem considerar a inflação) de 1,11% no primeiro semestre ou de 1,03%, descontando a inflação.

Já nos últimos 12 meses, apesar do avanço nominal de 0,81%, ao considerar a inflação acumulada no período – de +2,11% -, os preços tiveram queda real de 1,27%.

“Existe uma demanda clara pela aquisição de imóveis, e conforme a situação da pandemia for se estabilizando, com o juro baixo e bastante crédito disponível no mercado, a demanda vai aumentar. A oferta não deve acompanhar na mesma velocidade, o que vai gerar um aumento mais sólido nos preços. Mas tudo depende da evolução da pandemia. Por enquanto, há boas oportunidades”, diz o head de pesquisa da Fipe.

Arthur Vieira de Moraes, professor de finanças do Ibmec e especialista em fundos imobiliários, diz que a combinação de fatores como a taxa de juros básica no menor patamar já registrado e a expectativa de alta nos preços, faz com que este momento seja propício para a compra de um imóvel.

“É uma boa escolha. Esta crise passa, mas a decisão do financiamento é de longo prazo. Por isso, vale aproveitar o momento de Selic baixa para comprar o imóvel e ter prestações mais atrativas no financiamento. A tendência de alta nos preços é mais um motivo para considerar a aquisição agora”, explica.

Mudança de comportamento

Zylbertajn diz que o aumento observado nos financiamentos não deixa de estar relacionado com o cenário de pandemia. “Com o isolamento social forçado, a relação das pessoas com as suas casas foi fortalecida”. Segundo ele, esse é um fator que pode ter contribuído para estimular as compras.

Nesse sentido, com mais tempo em casa, as pessoas estão buscando mais qualidade de vida e um movimento de êxodo urbano começa a ser identificado. Mas não em uma intensidade suficiente para ser responsável por uma parte majoritária desse incremento nos financiamentos, segundo Bruno Gama, CEO da ChediHome.

No primeiro semestre, 34,92% dos financiamentos fechados pela CrediHome foram para compra de imóveis localizados na cidade de São Paulo. Do “top cinco”, as duas primeiras cidades do interior são Jundiaí e São José do Rio Preto, que aparecem em quarto e quinto lugar, respectivamente, mas ambas representam apenas 3,17% dos empréstimos do período.

Adicionalmente, de acordo com dados do Grupo Zap, a busca por casas em bairros e condomínios no interior, em cidades a 100 quilômetros ou menos de distância da capital, cresceu 480% no primeiro semestre. Em janeiro a procura por esses imóveis era de 0,5% e em junho o número subiu para 2,9%. Por outro lado, a capital ainda representava 96,8% de todas as buscas em junho.

“Não é todo mundo que consegue trabalhar no home office definitivamente ou que pensa em mudar de vida agora. Vemos uma tendência, mas que ainda é pequena quando colocada em perspectiva. Dificilmente veremos perda da relevância dos centros urbanos como zona de atração de grandes sistemas produtivos, como o de serviços e a indústria. São micromovimentos”, pontua o CEO da fintech.

Digitalização

Com a pandemia, a digitalização ganhou espaço no mercado imobiliário, e evitou que as restrições impostas pelo isolamento social prejudicassem as compras de imóveis.

Incorporadoras e imobiliárias começaram a oferecer tours virtuais, integraram simuladores de financiamentos, atendimento virtual, entre outras alternativas que até então tinham menos força. A plataforma E-Notariado, que permite que todos os cartórios do país prestem serviços à distância, também foi um avanço positivo.

A Caixa anunciou recentemente o registro eletrônico de escrituras para contratos pessoa física e jurídica, que antes levava cerca de 45 dias e agora poderá ser finalizado, em média, em cinco dias – mais um exemplo de inovação acelerada pela pandemia que veio para ficar.

Segundo levantamento exclusivo da CrediHome para o InfoMoney, a procura por financiamentos de imóveis na plataforma em junho teve um aumento de 181,27%, em comparação ao mês de maio e o maior desde o início do ano.

“Inicialmente, com as agências bancárias fechadas, vimos clientes com dificuldades em buscar crédito e dar sequência em operações imobiliárias em alguns bancos. Vimos um aumento da busca porque a nossa experiência é totalmente digital, da aprovação do crédito e envio da documentação até o registro eletrônico em cartório”, diz Gama.

Panorama do mercado

Cristiane, da Abecip, ressalta que o mercado imobiliário como um todo teve uma recuperação importante em 2019, depois de sofrer os efeitos da crise econômica em 2015. “Considerando financiamentos imobiliários com recursos da poupança para pessoas físicas e jurídicas, tivemos crescimento de 37% no ano passado em relação a 2018. Foi um divisor de águas para o setor. Para 2020, a nossa previsão é de um crescimento em torno de 12%”, explica.

Ela explica que em 2019, o salto mais robusto de aquisições e construções foi no segundo semestre, por isso o aumento significativo observado nesses primeiros seis meses de 2020 – que cai de 35,2% para 29% ao incluir pessoas jurídicas-, pode não se repetir entre julho e dezembro comparativamente ao ano passado devido ao cenário de crise.

“Entre janeiro e junho de 2019 tivemos um início de retomada mais forte. Precisamos esperar para ver se o crescimento se concretizará neste ano”, diz Cristiane.

Essa retomada recente também foi notada pelo banco que mais realiza financiamentos imobiliários no país, a Caixa. Recentemente o presidente do banco, Pedro Guimarães, ressaltou que a Caixa nunca teve uma demanda por crédito tão alta nos seus 159 anos de existência como em alguns meses deste ano – em parte impulsionada pelos financiamentos imobiliários.

Guimarães disse que em janeiro e fevereiro deste ano a demanda por crédito foi 20% superior à do mesmo período do ano passado, ainda que março, abril e maio tenham sido meses mais fracos devido ao susto inicial da crise. Mas ele pontuou que em junho já foi observada uma retomada “muito forte” e que julho deve apresentar resultados ainda melhores.

Por: Giovanna Sutto | Fonte: InfoMoney